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O Thyago Pinto de Urzêda, do Sul de Goiás, entrou em contato conosco com uma dúvida que pode ser a mesma de muitos produtores. Por isso, vamos repassar a pergunta do Thyago e a resposta do Eng. Agrônomo Alexandre Agiova. Confira!

Li um artigo seu no Informativo Piatã que fala sobre o consórcio de milho com forrageiras (http://blogpiata.cnpgc.embrapa.br/informativo/informativo_piata__9.pdf). Gostaria de saber mais detalhes sobre a pesquisa. Sou produtor de leite no Sul de Goiás e estou querendo consorciar milho para silagem com capim-mombaça, com a finalidade de aproveitar espaço, recuperar pastagem e diminuir custo. Não conheço nenhum produtor da região que já tenha usado a técnica de aplicação de herbicida para diminuir a competição do capim com o milho, queria saber mais detalhes de como foi aplicada a técnica e os seus resultados, saber se realmente vale a pena a aplicação do herbicida e os cuidados com a dosagem e hora exata da aplicação. Caso possa me ajudar com essas informações ficarei grato.

Prezado Thyago,

O capim pode ser plantado junto com o milho, nesse caso o herbicida é utilizado no capim, quando o milho emite a terceira folha. Deve ser aplicado em sub-dosagem o principio ativo nicosulfuron, na base de 100-150 mL/ha com a função de diminuir a competição do capim com o milho. A Embrapa Milho e Sorgo, localizada em Três Lagoas, tem experiencia com a técnica e pode também ser consultada para questões de integração lavoura-pecuária.

Cordialmente,

José Alexandre Agiova da Costa

Pesquisador da Embrapa Gado de Corte.

A equipe do Globo Rural esteve na Embrapa Gado de Corte e elaborou uma matéria sobre Integração lavoura-pecuária com o pesquisador Armindo Kichel. De forma simples, o pesquisador e a produção da TV Globo explicou o objetivo e formas corretas de aplicar esta tecnologia agrária, usando como exemplo o capim-piatã. A reportagem foi veiculada no dia 28/08.

Vale a pena conferir.

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1326588-7823-PROJETO+DA+EMBRAPA+PODE+AJUDAR+AGRICULTORES+E+PECUARISTAS+A+DIVERSIFICAR+SUAS+ATIVIDADADES,00.html

Para abrir a página, é necessário que copie e cole o link acima na barra de endereço.

Até meados de 2012 o projeto Comunicação e Transferência de Tecnologia para o Capim BRS Piatã – Cultivar protegida de Brachiaria brizantha segue adiante. Os resultados obtidos, como o Informativo Piatã, que está na sexta edição do seu terceiro ano e o Blog BRS Piatã, canal interativo de comunicação, foram itens que embasaram a prorrogação da proposta, liderada pelo pesquisador José Alexandre Agiova da Costa da Embrapa Gado de Corte (Campo Grande-MS), unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Na continuação do projeto serão contempladas ações inovadoras voltadas para a implantação de uma unidade de observação (UO) de sistema silvipastoril, a elaboração de uma coletânea sobre o Piatã e uma pesquisa de mercado. Na UO pretende-se obter os ganhos em relação à produção animal, ao componente arbóreo, observando o rendimento econômico das árvores e os aspectos de bem-estar animal e ciclagem de nutrientes.

Ainda no âmbito de uma UO, a Embrapa Gado de Corte e a Embrapa Caprinos e Ovinos (Sobral-CE) avaliam ganho de peso de ovinos na área da Dinâmica Agropecuária (Dinapec), situada nos campos experimentais da Gado de Corte. A ideia é avaliar a eficiência do Piatã nesse sistema tendo ovelhas e cordeiros como componente animal.

“O uso da BRS Piatã em sistemas de ILPF é um mercado em expansão o que implica em benefícios às empresas rurais e aos pecuaristas que têm investido em sistemas de ILPF”, aponta o doutor em forragicultura Alexandre Agiova.

Redação: Dalízia Aguiar (DRT/MS 28/03/14)
Jornalista

O Sistema de Integração lavoura-pecuária (ILP) consiste em conciliar o plantio de alguma espécie de forrageira com o milho safrinha para a produção de massa seca. A palha produzida é utilizada no momento do plantio direto da soja na safra. Este recurso permite a melhor conservação da umidade do solo e menor perda do nitrogênio, importante substância para uma maior produtividade do grão. O capim-piatã é uma boa opção neste Sistema porque não há competição entre a forrageira e o milho, permitindo o bom desenvolvimento de ambos no momento da safrinha. Gostou da informação? Quer mais? Basta clicar, aqui mesmo no blog, a parte dos informativos. Você poderá obter informações de pesquisas voltadas nesta técnica e ainda comparar o desempenho do capim-piatã em relação às principais cultivares utilizadas.

Deve ser feito da mesma forma como o das braquiárias. Antes de tudo é preciso fazer uma analise de solos para definir as quantidades de adubos necessários. Durantes o preparo da área, devem-se adotar as medidas de contenção de erosão recomendadas, como a construção de terraços de base larga. Essa forrageira pode ser plantada pelo sistema convencional, com preparo do solo, ou em plantio direto, ou em sistema de integração lavoura-pecuária. Para a boa formação são necessárias, pelo menos, 50 sementes por metro quadrado. Isso equivale a, no mínimo, 4 kg de sementes puras viáveis por hectare. As empresas idôneas de produção e comercialização de sementes forrageiras informam, na embalagem, o valor cultural das sementes, que corresponde ao percentual do peso das sementes, o produtor deve se basear no preço do quilograma de sementes puras viáveis e não no da semente comercial.

No processo de plantio devem-se enterrar as sementes entre 2 e 5 cm de profundidade usando-se plantadeira ou fazendo-se o plantio a lanço seguido de gradagem niveladora e, em solos arenosos, seguido de compactação. A época ideal para o plantio vai de meados de novembro a meados de janeiro, quando o período das chuvas é mais intenso no Brasil Central, podendo estender-se ate março se plantado na safrinha. Quando necessário, deve ser feito o controle de pragas e plantas invasoras, para garantir a boa germinação e formação de pastagem. Quando bem implantada e manejada, a pastagem de capim-piatã estará pronta para o primeiro pastejo, cerca de dois a três meses após o plantio.

As formas de uso da cultivar BRS Piatã são as mesmas das cultivares Marandu e Xaraés, apresentando a vantagem de promover desempenho animal levemente superior no período seco. As três cultivares de brizantha lançadas pela Embrapa apresentam florescimento em épocas diferentes do ano ( capim-piatã no inicio do verão, capim-marandu no final do verão e capim-xaraés no outono). Essa diferença favorece o seu uso estratégico, aproveitando-se os períodos de melhor valor nutritivo e produtividade de cada uma delas. O capim-piatã tem se mostrado uma ótima alternativa para integração lavoura-pecuária, substituindo, com vantagens, Brachiaria ruzizienses. No plantio com milho ou com sorgo não exerce competição severa no inicio do ciclo, é bastante suscetível ao dessecamento por herbicidas e, após a colheita dos cereais, produz mais forragem que ruzizienses. O Piatã também apresenta bons resultados de consorciação com o estilosantes Campo Grande.

Capim-piatã concorciado com sorgo

Capim-piatã consorciado com sorgo

O sistema de manejo do capim-piatã é semelhante ao do capim-marandu. Em pastejo contínuo, a altura da pastagem deve permanecer entre 25 e 35 cm. Em pastejo rotacionado, a altura da pastagem deve ser de aproximadamente 40 cm no momento da entrada dos animais e de 20 cm na saída. Em solos de alta fertilidade recomenda-se 35 e 15 cm, respectivamente, para entrada e saída dos animais.

Para o mês de julho, o informativo vai tratar sobre a melhor forma de manejo do capim-piatã. Se desejar receber diretamente no e-mail o Informativo BRS Piatã, basta solicitar no campo Comentário.

Até a próxima

É uma planta vigorosa, de porte médio, com altura entre 0,85 e 1,10 m. Suas folhas medem até 45 cm de comprimento e 1,8 cm de largura. Não têm pêlos, porém são ásperas na face superior e suas bordas são cortantes. As bainhas, que envolvem os colmos e sustentam as folhas, apresentam poucos pêlos claros. Apesar do porte ereto, seus colmos são finos (4 mm), ramificados e verdes. Sua inflorescência apresenta ate doze ramificações, o que diferencia essa cultivar das demais, que apresentam quatro ou seis.

O florescimento é precoce (janeiro-fevereiro), com maturação das sementes em fevereiro-março, nas condições de Campo Grande, Mato Grosso do Sul. O capim-piatã é indicado para as regiões de clima tropical e tropical úmido, podendo ser cultivado na pré-Amazônia, zonas mais quentes da região Sul e em todos os estados das regiões Centro-Oeste e Sudeste, alem do oeste baiano e das áreas de Mata Atlântica.

Capim  piatã

Capim piatã

Lançado em 2007, a primeira cultivar de forrageira protegida da Embrapa, a BRS Piatã foi desenvolvida a partir da coleção de forrageiras da Empresa e passou por avaliações durante 16 anos. O nome Piatã foi escolhido como forma de homenagear o povo indígena tupi-guarani e significa fortaleza, valentia e coragem.

A BRS Piatã é uma planta de porte médio com altura entre 0,85 m e 1,10 m, não tem pêlos nas folhas e seus colmos são finos e verdes. Moderadamente resistente às cigarrinhas típicas de pastagens, não é resistente à cigarrinha-da-cana, comum na região Norte do Brasil.

Apropriada para solos de média fertilidade, tolera solos mal drenados, floresce cedo, nos meses de janeiro e fevereiro, e sua inflorescência apresenta até 12 ramificações, o que a diferencia das demais cultivares e destaca-se também pelo elevado valor nutritivo e alta taxa de crescimento e rebrota. Os testes mostraram que em parcela sob corte o Piatã produziu em média 9,5 toneladas por hectare de matéria seca com 57% de folhas, sendo 30% da produção obtida na época seca. E o teor médio de proteína bruta nas folhas foi de 11,3%.

Seu sistema de manejo é semelhante ao capim-marandu. Em pastejo contínuo, a altura da pastagem deve permanecer entre 25 e 35 cm de altura. Em rotacionado, a altura no momento da entrada dos animais deve ser de aproximadamente 40 cm e de 20 cm na saída. Em solos de alta fertilidade recomendam-se 35 e 15 cm, respectivamente, para entrada e saída dos animais. Essa nova cultivar pode ser cultivada em praticamente todo o país, em regiões com bom regime de chuvas e sem invernos rigorosos.

Com relação a ganho de peso animal, os testes mostraram que a BRS Piatã resultou em 45 quilos por hectare por ano de peso vivo a mais que a cultivar Marandu. A nova cultivar produz cerca de 150 quilos de sementes por hectare ao ano. Resumindo: a cultivar é uma boa opção para a integração lavoura-pecuária, consorciação com a leguminosa estilosantes Campo Grande e “mais uma alternativa para a diversificação de pastagens”, afirma o pesquisador da Embrapa, especialista em forragicultura, José Alexandre Agiova da Costa, que estará presente no Ciência para a Vida, ao lado dos técnicos da Gado de Corte, Haroldo Pires de Queiroz e Marilene Veiga Fonseca.

Ao longo desses 30 anos a Embrapa Gado de Corte, em parceria com outras Unidades, pesquisou e lançou sete cultivares: os capins Marandu, Mombaça, Tanzânia, Massai, Xaraés, estilosantes Mineirão e Campo Grande. O capim Piatã é o oitavo exemplar colocado à disposição do produtor e o primeiro registrado.

Informações: http://www.cienciaparavida.com.br/ e www.cnpgc.embrapa.br.

Redação
Dalízia Aguiar e Eliana Cezar
Jornalistas
Embrapa Gado de Corte

É moderadamente resistente às cigarrinhas típicas de pastagens (Notozulia entreriana e Deois flavopicta), defavorecendo a infestação e a sobrevivência das ninfas. Quanto aos níveis populacionais em condições de campo, constataram-se, nessa cultivar, baixa infestação e danos moderados ao ataque da forma adulta. Assim como acontece com outras brizantas, não é resistente à cigarrinha-da-cana (Mahanarva fimbriolata), muito comum na região Norte do Brasil.
O capim-piatã mostrou-se tolerante a fungos foliares e de raiz, sendo menos sensível ao encharcamento do solo que o capim-marandu. por outro lado, é moderadamente resistente à ferrugem causada por Puccinia levis var. panici-saguinalis e apresenta suscetibilidade ao carvão das sementes, uma doença fúngica causada po Ustilago operta. A ocorrência dessa última doença está diretamente relacionada às condições de alta umidade relativa e muita chuva durante o florescimento. Como se trata de doença das sementes, não interfere com o uso em pastejo.
Os informativos do mês de abril e maio trataram os métodos de combate ao carvão das sementes de capim-piatã. Para detalhes sobre os procedimentos utilizados e as conclusões sobre a pesquisa, basta clicar na página INFORMATIVO aqui do blog.

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